segunda-feira, 3 de agosto de 2015

BOLETIM 200

BOLETIM 200

7.ª edição revisada e atualizada
Instruções agrícolas para as principais culturas econômicas
Autores: Adriano Tosoni da Eira Aguiar e outros, 2014, 452 páginas.
Apresenta recomendações técnicas para o cultivo de 114 culturas nas condições edafoclimáticas do Estado de São Paulo. São abordados vários itens em cada cultura, destacando-se: cultivares, época de plantio, técnica de plantio, calagem, adubação, tratos culturais, controle de pragas e doenças, colheita e produtividade.

link para download: http://www.iac.sp.gov.br/publicacoes/porassunto/agricolas.php

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Importância do Cultivo de Plantas Medicinais

por Prof. Dr. Marcos Roberto Furlan

As pesquisas que comprovam a eficácia dos usos terapêuticos das plantas medicinais ocorrem em ritmo acelerado. Como consequência, o mercado dos fitoterápicos, medicamentos a base de plantas, tem crescido nos últimos anos cerca de 10 a 14% ao ano.
No entanto, boa parte das plantas medicinais utilizada no Brasil é obtida por meio do extrativismo. E a maioria das plantas utilizadas nos medicamentos é importada, apesar do país ter uma das maiores biodiversidade de plantas, inclusive com potencial medicinal e alimentício.
Apesar deste panorama, são poucos os que produzem plantas medicinais, inclusive em seus quintais, os quais, antigamente, abrigavam uma flora diversificada quanto aos  usos. O cultivo destas espécies, além de trazer benefícios na cura ou na prevenção de doenças, é também uma forma de lazer e de resgate ao rico conhecimento dos nossos antepassados sobre a flora.
Para iniciar o plantio das espécies medicinais, alguns passos são importantes. A correta identificação é essencial, pois são inúmeras as confusões quanto aos nomes populares das plantas, como, por exemplo, há algumas denominadas de boldo-do-chile, sendo que este, cujo nome científico é Peumus boldus, é raro no Brasil. Outros exemplos, no país são mais de vinte plantas que recebem o nome arnica, mas a Arnica montana, a espécie utilizada nos medicamentos, é importada, e são mais de 100 espécies que recebem o nome manjericão.
Outro aspecto importante é quanto à produção dos princípios ativos nas plantas. Estas substâncias são produzidas, com algumas exceções, para a defesa da planta, isto é, para a planta ser medicinal ela precisa de algum estresse, tais como o ataque de pragas, o excesso de calor, a falta de água e a incidência de raios ultravioletas. Com isto, uma planta medicinal não pode ser conduzida como uma planta que será usada como alimento.
Os aspectos climáticos possuem muita influência, pois as variações de temperatura, de incidência de chuvas e comprimento do dia, por exemplo, são fatores que provocam mudanças no metabolismo da planta, a ponto de alterar o tipo de substância a ser produzida ou reduzir o teor destas.
A forma de propagação deverá ser observada, pois quando o plantio é feito por sementes há maior probabilidade de variação de princípios ativos, enquanto que no plantio por partes da  planta (estacas de galho, de rizomas e divisão de touceira, dentre outros), os descendentes terão características semelhantes à planta mãe e com pouca variação de princípios ativos entre eles.
Na etapa final do cultivo de plantas medicinais, a colheita deverá ser feita no momento em que ela produz maior teor de princípios ativos, e a secagem feita de forma que ocorra menor perda na concentração destas substâncias.
Saiba mais em: http://quintaisimortais.blogspot.com.br/ 
Divulgação_Cultivo_Organico_de_Ervas_Medicinais (2)

Marcos Roberto Furlan é engenheiro agrônomo, com mestrado e doutorado em Agronomia (Horticultura) pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2000). Professor na Universidade de Taubaté (UNITAU), no curso de Mestrado em Desenvolvimento Humano da UNITAU e no curso de Agronomia da Faculdade Cantareira. Professor em cursos de especialização nas áreas de fitoterapia e de plantas medicinais. Tem experiência na área de Agronomia, com ênfase em Plantas Medicinais e Agricultura Orgânica, atuando principalmente nos seguintes temas: cultivo orgânico, aspectos agronômicos das plantas medicinais, condimentares e aromáticas, etnobotânica e fitoquímica.

terça-feira, 26 de maio de 2015

Medicamento cultivado em soja transgênica: incoerência?

Artigo escrito em parceria com o blog Pensando Bem: http://www.pensandobem.info/

por M.Sc. Daniel Garcia,

Os vegetais possuem mecanismos capazes de prevenir e combater problemas de ordem ecológica que acometem sobre eles e que podem ser ativados por estímulos na forma de defesa constitutiva ou induzida. A primeira forma de defesa, também chamada de pré-formada, é desencadeada para inibir, principalmente, a ação de patógenos e, a segunda, só é ativada quando há de fato estímulos químicos, mecânicos ou bióticos detectados no ambiente (Menezes, 2009).

Há algumas décadas, pesquisadores da área de biotecnologia agrícola e áreas correlatas estudam transgenia, especificamente vegetal, com o objetivo de “injetar” resistência aos patógenos em grandes culturas agrícolas como milho, soja, mesmo estes sabendo elementarmente que a natureza possui a capacidade de adaptar-se. O “poder” de interferir nestes mecanismos é incoerente com a realidade ecológica, e esta modificação está ultrapassando barreiras bioéticas e seguindo num caminho que pode não ter mais volta, podendo chegar a resultados ainda não conhecidos.

O que vem chamando atenção dos pesquisadores é a capacidade de aumentar o acúmulo de um determinado componente químico cultivado em plantas transgênicas. Pesquisadores da EMBRAPA Recursos Genéticos e Biotecnologia (DF) descobriram um método em que o componente químico cianovirina, uma proteína presente em algas que é capaz de impedir a multiplicação do vírus da AIDS no corpo humano, foi cultivada com eficiência em soja transgênica (EMBRAPA, 2015; vídeo 1). Segundo a pesquisa, “entre as vantagens da geração de fármacos em plantas transgênicas estão os custos mais baixos, com produção em larga escala e também com a segurança se comparada com células humanas, fungos, bactérias e animais”. Além disso, o pesquisador responsável pelo estudo, completa que “também é mais fácil de manipular o produto agrícola. A vantagem da soja ou de outro vegetal é que podemos colher e estocar” (vídeo 2).

A escassez e a falta de transparência nas pesquisas com transgênicos preocupam na medida em que não se sabe ainda com 100% de certeza o real impacto em longo prazo na saúde dos seres vivos que tiverem contato com essa tecnologia.

Até onde se pratica medicina a ponto de colocar em dúvida os verdadeiros riscos à saúde de todos seres vivos saudáveis e doentes? Será que é realmente válido produzir componentes químicos naturais com o uso de “biofábricas” transgênicas? Vale investir milhares de dólares em pesquisas para produzir fármacos transgênicos em detrimento do material genético não transgênico? O futuro pode ser promissor para a biofarmácia, mas até onde é seguro cultivar e potencializar o acúmulo de um determinado componente químico medicinal em uma planta transgênica? (Vídeo 3).

Fontes:

Embrapa, 2015. Consultado em 2015 <https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/2502191/soja-e-usada-como-biofabrica-de-proteina-contra-a-aids>

Menezes, 2009. Imunidade inata e específica em plantas. Semina: Ciências Biológicas e da Saúde, Londrina, v. 30, n. 2, p. 195-212, jul./dez. 2009.

Fapesp, 2013. Consultado em 2015 <http://revistapesquisa.fapesp.br/wp-content/uploads/2013/04/062-065_Pesquisa_206.pdf?3a6295>.

Vídeo 1 (2015): Pesquisadores da Embrapa conseguem extrair proteína que impede multiplicação do HIV. Consultado em 2015 < https://www.youtube.com/watch?v=BbOENm_wf8s>.

Vídeo 2 (2013): Nova pesquisa possibilita produção de medicamentos a partir de transgênicos. Consultado em 2015 < https://www.youtube.com/watch?v=8WB-hx4Ee2k>.

Vídeo 3 (2012): Milho transgênico provoca câncer em ratos, aponta pesquisa na França. Consultado em 2015 <http://g1.globo.com/globo-news/noticia/2012/09/milho-transgenico-provoca-cancer-em-ratos-aponta-pesquisa-na-franca.html>.

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Respostas do jogo de palavras cruzadas das plantas medicinais, aromáticas e condimentares

Espero que tenham acertado o jogo de palavras cruzadas, vol. 1!!! Eis as respostas:


Pra quem ainda não fez o download do arquivo contendo esse jogo, ainda pode entrar nesse link e baixar o jogo: http://www.4shared.com/office/zpajwsdAce/Palavras_cruzadas_das_plantas_.html 



terça-feira, 23 de setembro de 2014

Palavras cruzadas das plantas medicinais, aromáticas e condimentares Vol. 1

Olá à todos colegas que seguem o blog. Acredito que este material possa contribuir com os estudos sobre as plantas medicinais, aromáticas e condimentares, principalmente por àqueles que estão iniciando nas pesquisas. Trata-se de um jogo de palavras cruzadas sobre diversos assuntos que permeiam o estudo sobre as plantas medicinais, aromáticas e condimentares. 

Bom jogo à todos!!!


Link para download: 
http://www.4shared.com/office/zpajwsdAce/Palavras_cruzadas_das_plantas_.html 

A dica para fazer o download do arquivo é clicar em download e na mesma página aguardar e clicar no ícone  FREE DOWNLOAD




Horizontal

1.     Planta condimentar com folhas pequenas e finas. Possui aroma acentuado, é utilizada como tempero em assados e também é medicinal na forma de chá. Dica: seu nome científico é Rosmarinus officinalis.

2.     Planta utilizada para tratar ou evitar doenças geralmente é chamada de planta ____________.

3.     Pertence à família Amaranthaceae, é comum em solos com boa fertilidade e curiosamente também é encontrada em fissuras nas calçadas de São Paulo. Um dos nomes populares é “bredo”. É utilizada medicinalmente para tratar problemas no fígado.

4.     Que nome é dado ao conjunto de reações químicas que continuamente ocorrem nas células vegetais e animais. A partir dele, em células vegetais, são gerados produtos metabólicos tanto para o crescimento e desenvolvimento das plantas como para a proteção contra herbívoros, comunicação com outras plantas entre outros fins ecológicos. 


Vertical

1.     É utilizada como adoçante natural e tem sido alvo de algumas indústrias alimentícias para produção desse produto em larga escala. É nativa da região tropical brasileira, provavelmente entre os estados de MT e PR. O nome popular dessa planta começa com “E”.

2.     É utilizada por diversas comunidades tradicionais para tratar problemas no fígado e seu chá possui gosto amargo. É vendida no mercado nacional na forma desidratada, em cápsula, tintura ou comprimido, além de chás em sachês e em pacotes. Seu nome científico é Baccharis trimera.

3.     Os componentes químicos pertencentes a esse grupo possuem moléculas de nitrogênio (N) como principal elemento químico. Um exemplo é a morfina. Geralmente, o consumo em excesso de produtos vegetais a base dos componentes químicos desse grupo pode ser letal. Por outro lado, em doses adequadas são usadas para tratar diversos problemas de saúde.  

4. É um produto viscoso extraído de diversas plantas. Manjericão (Ocimum basilicum), por exemplo, possui grande acúmulo desse componente químico nas folhas e flores. Geralmente esse produto vegetal é utilizado na cosmética, para tratar problemas de saúde ou até mesmo para aromatizar ambientes.